Interessados em fazer um curso de plantas medicinais 2021 gratuito e online já podem se inscrever. O SUS manteve abertas as inscrições na plataforma AvaSUS. Também estão abertas as inscrições do curso de medicina tradicional chinesa online grátis. Faça a sua aqui.


Não há limites de vagas. Podem participar do curso de plantas medicinais 2021 todos os profissionais da saúde interessados, bem como pessoas que não são da área e querem aprender sobre chás e seu uso em tratamentos.

Há dois tipos de curso de plantas medicinais 2021 gratuito e online no site da AvaSUS. São eles:

  • Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos para Agentes Comunitários de Saúde;

  • Curso de Qualificação em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica.

Há ainda um denominado “Os chás e sua propriedades nutricionais” que pode servir como complementação nos estudos.


Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos para Agentes Comunitários de Saúde


Neste curso você vai aprender sobre a importância do uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos e obter informações básicas sobre cultivo de plantas medicinais, assim como orientações sobre a preparação e o uso de remédios caseiros. Para fazer a sua inscrição clique aqui.


Curso de Qualificação em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica


Esse curso de plantas medicinais 2021 gratuito e online aborda a utilização de fitoterápicos e plantas medicinais. Para isso, ele está dividido da seguinte maneira:


  • Etapa 1: Introdução ao estudo das plantas medicinais;

  • Etapa 2: Aspectos botânicos e agronômicos das plantas medicinais;

  • Etapa 3: Da planta ao medicamento;

  • Etapa 4: Fitoterapia aplicada;

  • Etapa 5: Marcos políticos, regulatórios e legais da fitoterapia no Brasil;

  • Etapa 6: Parâmetros para a Atenção à Saúde em fitoterapia;

  • Etapa 7: Projetos e programas de plantas medicinais e fitoterápicos implantados no Brasil. Faça a sua inscrição aqui.

Os chás e sua propriedades nutricionais


Essa é uma webpalestra que promove informações quanto aos aspectos relacionados aos chás e a suas propriedades funcionais. Ela é bem curta e adequada para quem está com pouco tempo. Inscreva-se aqui.

Os curso de plantas medicinais 2021 gratuito e online oferecem certificado gratuito!


Fonte: Hora Brasil


Fortalecer e aprimorar as cadeias de plantas medicinais para alimentos, cosméticos e fitoterápicos, impulsionar o acesso a mercados e o desenvolvimento da bioeconomia. Esses são os objetivos da “Oficina Virtual de Capacitação do Projeto ArticulaFito - Cadeias de Valor em Plantas Medicinais” promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)


Devido à pandemia, a edição de 2020 está sendo realizada virtualmente, por meio de videoaulas. Com 517 inscritos, as atividades tiveram início no dia 22 de setembro. As videoaulas e os materiais de apoio continuarão disponíveis e com acesso livre para os interessados no tema. São mais de cinco horas de capacitação divididas em 20 vídeos com conteúdo sobre boas práticas de cultivo e manejo, farmácias vivas, legislação fitossanitária, políticas públicas e acesso a mercados diferenciados.


>> Clique aqui para assistir as videoaulas da capacitação sobre plantas medicinais


A capacitação é voltada para pequenos agricultores, agricultores familiares, extrativistas, indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, empreendimentos da agricultura familiar, agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), profissionais de saúde, profissionais de educação e pesquisadores.


“As atividades ocorrem no âmbito do projeto ArticulaFito, que tem esse objetivo maior de trabalhar a inserção de agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais nessas cadeias de valores das plantas medicinais”, ressalta o coordenador-geral de Extrativismo da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Marco Pavarino.


A agricultora familiar e educadora do campo Ana Alice Pereira, da Cooperativa Agropecuária dos Produtores Familiares Irituienses (D'irituia), localizada no nordeste paraense, conta que não perdeu uma videoaula e destaca a importância da troca de experiências nas atividades virtuais. 


"Essa é uma iniciativa que dá oportunidade e proporciona a abertura dos caminhos. A gente vislumbra futuros e veredas a serem desvendadas. Os mistérios são revelados através de todo o conhecimento que a gente consegue captar durante as capacitações. A agricultura familiar precisa dessas capacitações, a gente precisa renovar os nossos conhecimentos, precisa compartilhar saberes, escambiar todas essas novidades e pensar num futuro brilhante para gente”, diz a agricultora.


Todo material didático utilizado na capacitação, incluindo as apresentações dos palestrantes, está disponível na “Biblioteca Temática Virtual do ArticulaFito”, na página do projeto no Facebook. Para acessar o material, basta clicar na opção “Grupos”, no menu superior da página, escolher o tema de interesse e clicar no material que deseja baixar.


Devido à procura pelo evento online, a coordenação do projeto anunciou que realizará capacitações continuadas. A próxima, sobre Cultivo de Plantas Medicinais em Sistemas Agroflorestais, está prevista para o final de novembro.


Projeto ArticulaFito

A oficina virtual de capacitação faz parte das atividades do Projeto Cadeias de Valor em Plantas Medicinais – ArticulaFito, que busca fortalecer a base produtiva de plantas medicinais no país. O projeto prevê a articulação dos segmentos envolvidos na produção dessas plantas, como órgãos e instituições de saúde e agricultura, de ensino, atores individuais, comitês e demais organizações sociais, passando por todos os elos das cadeias, desde a produção da matéria-prima até o consumo final.


“A ministra Tereza Cristina lançou, no ano passado, um programa que se chama Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, composto por eixos temáticos. Um deles é exatamente o de plantas medicinais, aromáticas, condimentares, azeites e chás especiais do Brasil. O ArticulaFito tem ajudado a trazer novas políticas públicas, por exemplo, o Pronaf Bioeconomia, lançado no último Plano Safra, que é uma linha de crédito que também prevê o financiamento de sistemas produtivos de plantas medicinais e de outras espécies da sociobiodiversidade. Portanto, este é um projeto de extrema importância para nós”, ressalta Marco Pavarino, coordenador-geral de Extrativismo. 


Utilizando a metodologia Value-links B, que tem como premissa o respeito às especificidades culturais, manutenção da qualidade ambiental e sustentabilidade dos meios de vida das populações tradicionais, foram mapeadas as cadeias produtivas de 25 espécies de plantas medicinais de quatro biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pampas).

Engenheira agrônoma da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do Tocantins (Seagro/TO) e articuladora local do projeto, Francisca Marta Barbosa, conta que o projeto possibilitou o mapeamento de quatro cadeias produtivas em plantas medicinais no estado: macaúba, babosa, hortelã e sucupira. 


“Todas essas cadeias começaram a ser trabalhadas e começamos a definir alguns elementos e capacitações para tal. Então, foi a partir desse processo de mapeamento que se começou a discutir com as comunidades todo esse trabalho e que agora o ArticulaFito está capacitando baseado nessas demandas, como a questão do manejo, das boas práticas e da farmácia viva. O Tocantins e as nossas comunidades têm sido fortalecidos com essas capacitações e esse projeto de plantas medicinais”, ressalta a engenheira agrônoma.


O projeto estimula arranjos produtivos locais e ações voltadas à promoção da saúde, geração de emprego e renda, uso sustentável da biodiversidade, estruturação de mercados e a ampliação do acesso a plantas medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo o papel de protagonismo dos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, extrativistas, povos indígenas e assentados da reforma agrária neste processo. O ArticulaFito é uma iniciativa do Mapa e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Fonte: Ministério da Agricultura